quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Organização Mundial da Saúde Divulga Estatísticas Globais da Depressão

"A depressão grave revela-se um problema de saúde pública em todas as regiões do mundo e tem ligações com as condições sociais em alguns países". Essa é conclusão do relatório sobre o transtorno feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 18 países, de alta e de baixa renda, incluindo o Brasil. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (26), em artigo publicado na revista BMC Medicine.
O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Segundo o relatório, aproximadamente 14,6% da população dos países com alta renda já teve depressão, com média de 5,5% no ano passado. Já entre o grupo de renda baixa e média, 11,1% das pessoas apresentou o distúrbio em algum momento da vida e 5,9% nos últimos 12 meses.
A maior prevalência no ano anterior à pesquisa foi registrada no Brasil, com 10,4%, e a menor no Japão, com 2,2%. Além disso, os pesquisadores observaram que nos países mais ricos a idade média de início dos episódios de depressão é 25,7 anos, contra os 24 anos dos menos desenvolvidos. Ainda assim, nos países com alta renda os jovens são o grupo mais vulnerável. Já nos outros lugares os idosos mostraram maior probabilidade de ficar deprimidos. Nos dois grupos a separação de um parceiro foi o fator mais importante, a ocorrência foi duas vezes maior em mulheres e a incapacitação funcional mostrou-se associada a manifestações recentes de depressão.
Os dados referentes ao Brasil foram colhidos na região metropolitana de São Paulo, em 2009: 5037 pessoas participaram do estudo, que mapeou outros transtornos relacionados à depressão como ansiedade, pânico e fobias. Os resultados indicam que 44,8% dos paulistas já apresentaram algum transtorno mental, com frequência de 29,6% no ano anterior à entrevista.
Segundo uma das autoras da pesquisa brasileira, Maria Carmem Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), as estatísticas podem ser úteis para a criação de políticas públicas de prevenção e tratamento específicas para cada população.

domingo, 15 de maio de 2011

Depressão Infantil


Como disse, hoje vou escrever sobre a depressão infantil, vou abrangir o assunto até os 17 anos...
A depressão infantil, tem sido um transtorno muito pesquisado nos dias atuais, não há mais dúvidas de que crianças e adolescentes também estão sujeitas a depressão, por isso, "nada de dar bobeira"...
Nas crianças e adolescentes, o diagnóstico é mais dificil, pois os sintomas podem ser confundidos com birra, falta de educação, mau humor, tristeza e agressividade. O que diferencia a depressão das tristezas do dia-a-dia é a intensidade, a persistência e o comprometimento das atividades normais. A depressão infantil costuma manifestar-se a partir de uma situação traumática, como separação dos pais ou a morte de uma pessoa querida. A doença combina fatores biológicos, psicológicos, sociológicos e ambientais.Existem alguns sintomas que são comuns na depressão infantil, como:
~> Dificuldade de se afastar da mãe-Angústia
~> Pessimismo
~> Irritabilidade, agressividade 
~> Problemas para se alimentar
~> Tronco arqueado
~> Incapacidade de sentir prazer
~> Apatia, isolamento social e desinteresse
~> Insônia ou sono excessivo que não satisfaz
~> Desatenção
~> Dores freqüentes
~> Agitação excessiva
~> Baixa auto-estima e sentimento de inferioridade
Ao primeiro sinal de depressão, os pais devem acolher a criança ou adolescente e encaminhá-la a um profissional o mais rápido possível. Na maioria das vezes, o apoio da família e a psicoterapia são suficientes. Somente a partir dos 6 anos de idade, é necessário, em alguns casos, intervir com medicamentos para a recuperação do paciente.
Bom, por hoje é só, semana que vem a depressão em adultos...
Abraços

sábado, 7 de maio de 2011

A Doença do Século XXI - Depressão

Enfim, voltei a escrever, tenho tido alguns problemas com essa famosa doença do século XXI, a Depressão... Então decidi dedicar um mês a ela, e este será Maio, a cada semana uma nova postagem...
Acredito que com toda a amargura, medo e estresse que o ser humano carrega, a doença que esta sendo mais falada é a DEPRESSÃO, ele vem crescendo cada vez mais, muitas pessoas sofreram, e infelismente outras irão sogrer, mas o caso mais triste é o das pessoas que estão sofrendo com ela no presente, estou dizendo isso, pois como citei acima estou sofrendo deste mal...
Estudos apontam que a  Depressão afeta pessoas de todas as idades, de todas as nacionalidades, em todas as fases da vida. Estima-se que cerca de 5% da população mundial sofra de Depressão (incidência) e que cerca de 10% a 25% das pessoas possam apresentar um episódio depressivo em algum momento de sua vida (prevalência). E que aqueles que já sofreram um Episódio Depressivo, há maior probabilidade de terem mais outros episódios depressivos ao longo de suas vidas, embora esta probabilidade varie muito de pessoa para pessoa. 
A Depressão é um doença que tem como sintomas desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjoos. Contudo para se fazer um diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais, e estes são citados abaixo:
~> Perda de energia ou interesse;
~> Humor deprimido;
~> Dificuldade de concentração;
~> Alterações do apetite e do sono;
~> Lentificação das atividades físicas e mentais;
~> Sentimento de pesar ou fracasso;
Os sintomas corporais mais comuns são a sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria uma falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando  durante alguns dias o paciente sente-se bem.Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnósticopraticamente todas as pessoas possuem explicações para o que esta acontecendo, com elas, julgando sempre ser um problema passageiro. 
Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:  
~> Pessimismo;
~> Dificuldade de tomar decisões;
~> Dificuldade para começar e terminar suas tarefas;
~> Irritabilidade ou impaciência;
~> Inquietação;
~> Achar que não vale a pena viever, desejo de morrer;
~> Tem muita facilidade ou muita dificuldade para chorar;
~> Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança;
~> Sentimento de pena de si mesmo;
~> Persistência de pensamentos negativos;
~> Queixas frequentes;
~> Sentimentos de culpa injustificáveis;
A depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se tratada adequadamente. O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado ao perfil de cada paciente. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico. Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, medicações que não causam “dependência”, são bem toleradas e seguras se prescritas e acompanhadas pelo médico. Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos).
Muitos pacientes tem o erroneo entendimento, de que o psicólogo se reserva apenas para o tratamento de  pacientes com graves distúrbios mentais, como loucura... Mas o importante é que as pessoas procurem ajuda logo que aparecer os sintomas de depressão, pois elas tendem a procurar-la apenas em momentos em que são afetadas por aspectos emocionais, comportamentais ou interpessoais perturbadores, bem para frente, o que dificulta o tratamento para a cura do paciente.
Bom, é isso, até a semana que vem, com a próxima postagem, que tratará da depressão infantil.
Abraços.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Psicologia Infantil


A Psicologia Infantil foi à área que me estimulou a seguir a carreira de psicóloga, como o próprio nome já a indica, ela se deve ao comportamento infantil. É uma área muito vasta que abrange a faixa etária desde o nascimento, até a adolescência. Durante este processo a criança vai ultrapassar fases nas quais se vai desenvolvendo e adquirindo competências que vão ser essenciais para se tornar num adulto saudável tanto física como psiquicamente, desenvolvendo assim também a sua personalidade.
Muitos adultos têm dúvidas sobre a necessidade de buscar psicoterapia para seu filho. Embora as crianças manifestem em geral comportamentos que indicam quando algo não está bem, a grande maioria dos pais reluta em procurar ajuda. Os pais tendem a pensar que a criança esta passando apenas por uma fase, que será superada sozinha, ou se sentem receosos de que a terapia possa apontar que eles têm alguma responsabilidade pelo sofrimento de seus filhos.
A terapia infantil utiliza recursos lúdicos para compreender os sentimentos, angústias e fantasias que a criança expressa através das brincadeiras. Antes do início da psicoterapia, o psicólogo realiza entrevistas iniciais com os pais para reunir informações sobre a história da criança e da família. Após esse contato inicial, o psicólogo tem maiores condições de avaliar o número de sessões semanais  necessárias com a criança bem como a trama familiar que pode estar envolvida nos sintomas expressos por ela. Além disso, ao longo da terapia infantil, são realizados encontros periódicos com os pais. Isso traz para a criança uma sensação de acolhimento, ela se sente compreendida. E em um contexto terapêutico, a criança passa a comunicar através do lúdico suas dificuldades emocionais e apresentando melhora significativa em casa e na escola.
O importante é que os pais conversem com seus filhos desde pequenos e se perceberem que algo não esta bem, devem procurar uma orientação com um profissional para que, se algo estiver mesmo errado, essa criança não fique a sofrer silenciosamente.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nos dias de hoje...


Hoje, não nos é possível escapar das consequências de nossas ações e reações. Pois em princípio o que damos queremos também receber, e quando isso não acontece surge a decepção, a frustração, a mágoa, a tristeza e a sensação de desamor.
Sim, vive no ser humano a angustia de que ao dar felicidade ele deve respectivamente receber felicidade, mas que se der tristeza não deve receber tristeza e sim alegria e felicidade. E como em geral tudo em nossa vida, não é tão certo nem previsível, nem sempre cada qualidade e virtude, de um, são devidamente valorizadas pelo outro...
É, a vida não premia alguém por ser ou não o melhor, o mais inteligente, o mais dedicado, o mais correto, honesto ou justo... A vida abre portas e janelas cabendo, a cada um, a escolha de por onde vai entrar ou sair, e se alguns de nós não alcançarmos o sonhado e desejado não se deve a destino ou a má sorte, se deve a opções mal feitas ou erradas, desvios que foram tomados e que os afastaram da estrada principal! Pois nem sempre a melhor trilha é aquela mais curta ou aquela que esta revestida por um maravilhoso asfalto! E muitas vezes uma estrada de barro ou areia, pode sim, ser o melhor caminho, pois ela pode mostrar, a medida que se avança, que a paisagem, encontrada, é mais agradável e bela para os olhos.
Sim, ser ou não ser feliz não depende dos astros! Depende apenas de nós, de nossas ações, reações, opções e decisões. De como valorizamos ou não pequenas coisas ou o homem ou a mulher que, num determinado momento, escolhemos como o melhor! Como aquele que queremos amar e ser amado! De como atuamos em relação a nós mesmos e aos outros, de como entendemos o que eles desejam e querem e de como nós agimos em relação ao que nós, também, desejamos e queremos, e mais nada!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ser Psicóloga...

Walmir Monteiro

Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Recebemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.
Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.
Quero, como psicóloga aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar.