sábado, 19 de fevereiro de 2011

Psicologia Infantil


A Psicologia Infantil foi à área que me estimulou a seguir a carreira de psicóloga, como o próprio nome já a indica, ela se deve ao comportamento infantil. É uma área muito vasta que abrange a faixa etária desde o nascimento, até a adolescência. Durante este processo a criança vai ultrapassar fases nas quais se vai desenvolvendo e adquirindo competências que vão ser essenciais para se tornar num adulto saudável tanto física como psiquicamente, desenvolvendo assim também a sua personalidade.
Muitos adultos têm dúvidas sobre a necessidade de buscar psicoterapia para seu filho. Embora as crianças manifestem em geral comportamentos que indicam quando algo não está bem, a grande maioria dos pais reluta em procurar ajuda. Os pais tendem a pensar que a criança esta passando apenas por uma fase, que será superada sozinha, ou se sentem receosos de que a terapia possa apontar que eles têm alguma responsabilidade pelo sofrimento de seus filhos.
A terapia infantil utiliza recursos lúdicos para compreender os sentimentos, angústias e fantasias que a criança expressa através das brincadeiras. Antes do início da psicoterapia, o psicólogo realiza entrevistas iniciais com os pais para reunir informações sobre a história da criança e da família. Após esse contato inicial, o psicólogo tem maiores condições de avaliar o número de sessões semanais  necessárias com a criança bem como a trama familiar que pode estar envolvida nos sintomas expressos por ela. Além disso, ao longo da terapia infantil, são realizados encontros periódicos com os pais. Isso traz para a criança uma sensação de acolhimento, ela se sente compreendida. E em um contexto terapêutico, a criança passa a comunicar através do lúdico suas dificuldades emocionais e apresentando melhora significativa em casa e na escola.
O importante é que os pais conversem com seus filhos desde pequenos e se perceberem que algo não esta bem, devem procurar uma orientação com um profissional para que, se algo estiver mesmo errado, essa criança não fique a sofrer silenciosamente.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nos dias de hoje...


Hoje, não nos é possível escapar das consequências de nossas ações e reações. Pois em princípio o que damos queremos também receber, e quando isso não acontece surge a decepção, a frustração, a mágoa, a tristeza e a sensação de desamor.
Sim, vive no ser humano a angustia de que ao dar felicidade ele deve respectivamente receber felicidade, mas que se der tristeza não deve receber tristeza e sim alegria e felicidade. E como em geral tudo em nossa vida, não é tão certo nem previsível, nem sempre cada qualidade e virtude, de um, são devidamente valorizadas pelo outro...
É, a vida não premia alguém por ser ou não o melhor, o mais inteligente, o mais dedicado, o mais correto, honesto ou justo... A vida abre portas e janelas cabendo, a cada um, a escolha de por onde vai entrar ou sair, e se alguns de nós não alcançarmos o sonhado e desejado não se deve a destino ou a má sorte, se deve a opções mal feitas ou erradas, desvios que foram tomados e que os afastaram da estrada principal! Pois nem sempre a melhor trilha é aquela mais curta ou aquela que esta revestida por um maravilhoso asfalto! E muitas vezes uma estrada de barro ou areia, pode sim, ser o melhor caminho, pois ela pode mostrar, a medida que se avança, que a paisagem, encontrada, é mais agradável e bela para os olhos.
Sim, ser ou não ser feliz não depende dos astros! Depende apenas de nós, de nossas ações, reações, opções e decisões. De como valorizamos ou não pequenas coisas ou o homem ou a mulher que, num determinado momento, escolhemos como o melhor! Como aquele que queremos amar e ser amado! De como atuamos em relação a nós mesmos e aos outros, de como entendemos o que eles desejam e querem e de como nós agimos em relação ao que nós, também, desejamos e queremos, e mais nada!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ser Psicóloga...

Walmir Monteiro

Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Recebemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.
Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.
Quero, como psicóloga aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar.